segunda-feira, 15 de junho de 2020

Capítulo 2

2° PERÍODO DA MAÇONARIA NO BRASIL

Com o retorno definitivo de Dom Pedro para Portugal em 7 de abril de 1831 a maçonaria no Brasil sendo reinstalada  em novembro de 1831,  retornando com novo titulo o de Grande Oriente do Brasil.
 A partir desta data ela nunca mais suspendendo suas atividades e José Bonifácio de Andrada e Silva voltando a ser o Grão Mestre.
A Maçonaria participou diretamente na Independência do Brasil em 1822 e nos primeiros dias de governo de Dom Pedro I.
No período de governo de Dom Pedro II a maçonaria continuou participando ativamente junto ao seu Governo.
A maçonaria foi um grupo influente em vários períodos da história brasileira, no entanto sua participação no processo de libertação dos escravos não dispõe de muito espaço na historia.

“A maçonaria era composta de uma sociedade elitista, vinculada a uma economia centrada na atividade agrária, interessada, portanto, também no regime escravocrata”.

O envolvimento dos maçons na libertação dos escravos se deu pela sua participação no governo imperial e através de atividade de alguns como escritores e jornalistas influentes, tornando possível, a introdução de ideais libertárias dentro da sociedade civil.

Para tratar da influência maçônica no que tange à literatura da época, destacamos Rui Barbosa, Castro Alves, Joaquim Nabuco e Luiz Gama, escritores e maçons que, à sua maneira, difundiram o pensamento libertário através de livros e de outras atitudes que acabaram por incitar a participação também de escravos.

“Após a segunda metade do século XIX, entretanto, é possível ouvir vozes de envergadura dentro da maçonaria negando o regime de escravidão imposto ao negro, notadamente José do Patrocínio, Joaquim Nabuco que eram maçons”.

A Lei Eusébio de Queirós foi promulgada em 4 de setembro de 1850 que proibia o tráfico de escravos,  a Lei do Ventre Livre, que foi promulgada em 28 de setembro de 1871.
Esta lei considerava livre todos os filhos de mulher escravas nascidos a partir de sua promulgação.
A Lei dos Sexagenários que foi promulgada em 28 de setembro de 1885. Essa lei concedia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Finalmente em 13 de maio de 1888 foi sancionada a Lei Aurea que extinguiu definitivamente a escravidão no Brasil.

 O professor Jefferson Fernandes Cajazeira, especialista em geopolítica e história, questiona os motivos que levaram a maçonaria a combater, friamente a escravidão no Brasil.
“Segundo ele, a maçonaria era uma sociedade elitista, vinculada a uma economia centrada na atividade agrária, interessada, portanto, também no regime escravocrata”.
Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.
Conforme a narrativa de Visconde de Ouro Preto, em sua obra Advento da ditadura militar no Brasil, a proclamação da Republica em 1889 foi oficializada após “um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo maçom marechal Deodoro da Fonseca”.  “Dar um golpe de Estado”.

“Foi instituído, naquele mesmo dia 15 um ‘governo provisório’ republicano. Faziam parte desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como Presidente da República e chefe do governo provisório o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente, e, como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, sendo, todos membros regulares na maçonaria brasileira”.

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